“Você está dizendo que, desde o nascimento, nestes vinte anos, você consegue controlar seus sonhos, fazendo neles tudo o que deseja?” “Sim. Fora da lei, voando aviões, praticando parkour, tiroteios
— Você quer dizer que, desde o momento em que nasceu até agora, durante mais de vinte anos, sempre pôde controlar seus próprios sonhos à vontade?
— Sim, desde o nascimento, mato pessoas nos sonhos, roubo, crio todo tipo de assassinatos, tiroteios, assalto bancos, ou, quando estou entediado, ainda sequestrado aviões e explodi dois prédios ao mesmo tempo...
— Se me permite ser direto: se meus crimes no sonho fossem reais e eu fosse preso...
A madrugada ainda pairava, lá fora uma garoa fina caía.
Manhã, 5:29.
Dois homens estavam sentados em uma banca de café da manhã, sorvendo o mingau de tofu salgado enquanto conversavam.
— Todos os policiais da cidade de Jiangsan ganhariam uma promoção coletiva.
A voz de Xu Huo ecoava pelo corredor.
Ao seu lado, o homem de cabelo raspado mostrava admiração, erguendo o polegar.
— Cara, você é um fenômeno!
— Por sinal, qual seu nome? Eu sou Wang Chao... quer saber, deixa eu tomar mais umas colheradas do mingau antes de contar.
Wang Chao abaixou a cabeça, sorvendo sem parar; só depois de um bom tempo, ergueu o olhar e, mastigando, perguntou:
— Além de matar sem ser punido nos sonhos, você tem algum talento especial?
— Previsão.
Xu Huo mastigou um pedaço de pão, falando de boca cheia.
— Como assim? — Wang Chao perguntou, intrigado.
— Por exemplo...
Xu Huo mastigou devagar, engoliu, e ergueu o olhar para ele.
— Três...
— Três? O que quer dizer com três? — Wang Chao parou, a dúvida estampada no rosto.
— Dois...
— O quê?<