Yue Buqun: “Controlar a espada com o qi é a herança ortodoxa da nossa seita Huashan.” Ouyang Yunhai: “Mestre, você é radical demais. Que graça tem na arte da espada em brigar e matar? Como pode ser ma
Ano 16 do reinado Zhengde da dinastia Ming, ou seja, o ano 1521 da era cristã.
Enquanto o Renascimento já florescia no Ocidente, mas a Primeira Revolução Industrial ainda não havia começado, o jovem imperador Jiajing subiu ao trono.
Naquele ano, Wang Hong, vice-comissário marítimo de Guangdong, aos cinquenta e seis anos, cumprindo ordens do imperador, utilizou táticas militares na Batalha Naval de Tunmen, em Guangdong, para repelir os invasores portugueses do “Renascimento”.
Nessa batalha, os portugueses, por sorte e aproveitando o vento a favor, conseguiram escapar com três grandes navios, não sendo completamente aniquilados. O Império Ming retomou a “Ilha de Tunmen”, ocupada pelos lusos, bem como os ancoradouros de Tunmen e de Kuichong, frequentemente saqueados por eles.
Contudo, Wang Hong não se deixou embriagar pelo sucesso. Ao contrário, na batalha, percebeu quão grandes e velozes eram os navios centopeia dos portugueses, e quão potentes, rápidos e precisos eram os canhões farrinques deles.
Convencido de que os portugueses não desistiriam facilmente, Wang Hong relatou tudo à corte imperial e buscou a todo custo imitar tanto os navios centopeia quanto os canhões farrinques.
Mas, naquele momento, o jovem imperador Jiajing estava inteiramente absorvido nas disputas internas pelo poder, não dando a menor atenção a “essas pequenas armas bárbaras”.
Lamentável, de fato.
Heróis nas lutas externas, ajoelhados diante dos pequenos poderes.
Crianças travando batalhas internas, e o império todo se curva.
Céu e terra de