América: A partir da inteligência diária

América: A partir da inteligência diária

Autor: Laranja cinza-branca
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Ao abrir os olhos chegou à Costa Oeste de ar livre. Tornou-se um explorador urbano. No início não tinha cachorro, não tinha identidade nem mesmo uma barraca. Felizmente obteve o sistema de inteligênci

Capítulo Um: A Bela Costa Oeste

O entardecer na costa oeste era de fato um belo espetáculo. Alan Zhang estava sentado no gramado à beira da rua, sentindo a brisa suave que acariciava seu rosto. A temperatura era agradável, nem quente nem fria, mas ele se sentia um pouco desesperado. Em sua mão, segurava uma garrafa de refrigerante Dr. Pepper Zero, sabor cereja, que havia recebido gratuitamente no centro de assistência social. Lembrava-se de que, em sua vida anterior, esse refrigerante era caro em seu país natal. O sabor era difícil de engolir, não era de surpreender que fosse distribuído aos sem-teto.

As ruas de Los Angeles estavam movimentadas, com edifícios comerciais de dois ou três andares pintados em tons de amarelo pálido e rosa, supermercados 24 horas, lojas de roupas de desconto, calçadas, semáforos e pessoas de todos os tipos. Na porta dos centros de assistência, formavam-se filas longas; paredes cobertas de grafites coloridos, pisos rachados, lixeiras espalhadas por toda parte e vários sem-teto encostados nas paredes.

O ar era permeado por uma mistura de odores: cheiros desagradáveis, fragrâncias, fumaça e outros aromas. E, a partir de hoje, ele era um deles. Quem poderia imaginar que ao abrir os olhos estaria na costa oeste? Sem cachorro, sem identidade, nem ao menos uma tenda. Vestia apenas um shorts de praia, sequer tinha sapatos.

Que começo infernal para um modo de sobrevivência urbana!

Tomou um gole do refrigerante de cereja, fazendo uma careta, e esmagou a garrafa entre as mãos. Pensou um pouco e decidiu aproveitar que os abrigos e food trucks ainda estavam funci

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