Minha melhor amiga Song Jia ganhou o grande prêmio de uma viagem à aldeia Miao, entramos na antiga aldeia Miao, mas o ambiente desconhecido veio acompanhado de eventos bizarros acontecendo. Minha vigi
“Ranran, estou pronta!” A amiga Song Jia segurava o braço do jovem de pele clara ao seu lado e fez um gesto de vitória com a mão. Apontei a câmera para o casal e, no visor, surgiu a imagem dos dois sorrindo; ajustei o foco e apertei o obturador. Fiz sinal de que estava tudo bem. Song Jia agradeceu ao rapaz, correu até mim e, na ponta dos pés, perguntou: “Ranran, como ficou?” Ampliei a fotografia: Song Jia vestia um vestido branco, com ar travesso e encantador. Ao lado dela, o jovem de pele clara era um nativo miao da região; seu rosto lembrava um pouco o de uma estrela famosa, magro e de traços angulosos. Usava um casaco azul-marinho de colarinho duplo, e o colar de prata no pescoço refletia, sob a luz do sol, um brilho intenso. À primeira vista, os dois formavam um par bastante harmonioso. Eu ia responder quando meus olhos foram atraídos, no fundo da imagem, por uma casa sobre palafitas. No alto da construção, de pé sob a sombra do beiral, havia um ancião de postura curvada, trajando vestes escuras e negras. Sua expressão era vazia, quase gelada, porém os olhos brilhavam com intensidade, fitando-nos como se observasse carne pendurada em um gancho. Aquele olhar me causou um sobressalto. Levantei a cabeça e procurei a casa, mas ela já estava vazia. “A foto ficou ótima. Vamos comer; ainda temos meia hora antes de seguir viagem.” Song Jia, animada, guardou a câmera para mim. Estávamos na fronteira de Guizhou, em uma aldeia miao dentro da zona turística. Por ser baixa temporada, havia poucos visitantes, e as duas já tinham caminhado bastante. Ao longe, as árvores das matas v