Viagens entre mundos, criação de crianças, cotidiano familiar, foco principal em laços afetivos, presença de protagonista masculino, mas o destaque é a relação familiar. Lin Jingyue, a caminho de pedi
— Vovó, quero andar de cavalinho! Vovó, me deixa andar de cavalinho!
Assim que a voz infantil soou, logo veio o timbre envelhecido.
— Está bem, está bem, a vovó faz tudo que você quiser. Sua pirralha, não ouviu seu irmão dizer que quer andar de cavalinho? Ainda está parada aí, ajoelhe-se logo!
No quintal coberto de terra, uma menina vestia roupas velhas e remendadas, ajoelhada no chão e rastejando, enquanto nas suas costas estava sentado o primo do outro lado da casa. O menino, rechonchudo, usava roupas novas e seus bracinhos pareciam gomos de lótus.
Apesar da dor nos joelhos, a menina não ousava dizer uma palavra, pois sabia que qualquer tentativa de resistência terminaria em surras severas.
Mas ela era muito pequena e não tinha força suficiente. Num descuido tombou, levando o primo ao chão.
— Ai! Vovó, está doendo! A culpa é toda da minha irmã, buá buá, bate nela, por favor, buá buá...
— Sua inútil, queria matar seu irmão, é? Nem para ser um cavalo serve, para que você presta? Ainda ousa se esquivar? Eu te mato de uma surra!
A velha, vendo que sua bofetada não acertou, pegou imediatamente uma vassoura de bambu e desferiu um golpe.
A menina encolheu-se toda, fechou os olhos, esperando pela dor que viria.
Ela não pedia socorro, só desejava que aquilo acabasse logo.
Mas, ao invés da dor, ouviu um grito de surpresa da velha.
— Mulher do segundo filho, enlouqueceu? Quer se rebelar?
— Vai bater na minha filha sem minha permissão?
Jingyue Lin agarrou a vassoura, olhando friamente para a sogra,