Palavras de introdução: O cenário desta história é um tempo original que eu alterei, situado em 2013; no entanto, você pode considerá-lo como outro mundo. Assim, a unidade monetária utilizada no livro é o “yuan de ouro”, e não o “renminbi”, com um valor consideravelmente maior. Portanto, ao deparar-se com certos preços de produtos no texto, não se espante demasiado.
A seguir, convido-o a apreciar o texto principal.
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Duas e meia da madrugada, Li Zhen foi despertado por uma sensação de fome avassaladora. Era como se cada célula do seu corpo clamasse em silêncio, estendendo mãos invisíveis, ansiosas por agarrar algo.
Contudo, seu estômago estava aquecido. Lembrava-se perfeitamente: antes de ir para a cama, às duas horas, comera um sanduíche de ovo que a mãe deixara para ele e tomara um copo de leite quente. O prato pequeno que trouxera o sanduíche ainda repousava sobre o radiador ao lado da cama, retendo calor suficiente para lhe lembrar que tudo aquilo não era apenas um devaneio.
Deixa pra lá, melhor não pensar nisso.
Afinal, não era a primeira vez. Desde que completara dezessete anos, durante o mês seguinte, quase todas as noites era atormentado por essa fome brutal. Não era uma sensação que vinha do estômago, mas do corpo inteiro — algo difícil de explicar, mas era a verdade.
Meio adormecido, esfregou os olhos, calçou os chinelos ao lado da cama, abriu a porta e foi à cozinha procurar algo para comer.
Do outro quarto, ouviu a voz sonolenta da mãe: “Não fique lendo